De acordo com o texto “A EAD no Brasil:
cenário atual e caminhos viáveis de mudança”, de Moran (2011), o crescimento da
Educação a distância no Brasil está acontecendo de forma bastante rápida,
crescendo mais que a modalidade presencial.
Dessa maneira, a EaD se apresenta no cenário
brasileiro como uma nova possibilidade de aprender. Com a EaD, o aluno consegue
gerenciar seu tempo de estudo e não precisa estar no espaço da sala de aula
para que a aprendizagem ocorra.
Porém, essa flexibilidade que a EaD promove,
não é sinônimo de qualidade de ensino. Já que, como afirma Moran (2011), muitas
instituições tratam a EaD banalmente,
apresentando aos seus alunos conteúdos simples, realizando atividades
que não são estimulantes e contratando profissionais com pouca experiência de
atuação na área, de modo a oferecer-lhes baixa remuneração.
Além disso, conforme o autor, pode existir
dificuldade de adaptação a EaD devido a falta de contato físico, pois muitos cursos acontecem somente pela
WEB, o que causa desconforto aos docentes e tutores e confusão aos alunos.
Com isso, para que as instituições de
Educação a distância se consolidem efetivamente oportunizando aprendizagens
significativas, faz-se necessário conceber a EaD como de fato, uma nova
possibilidade de aprender, superando preconceitos e levando-a mais a sério.
Moran (2011) atenta para a necessidade de
projetos pedagógicos atualizados na EaD, com metodologias que estimulem os
alunos para aprender, que envolvem atividades individuais e em grupo, e com o
uso de sistemas inteligentes que auxiliem os estudantes, sendo que o
monitoramento e a avaliação desse processo, pode dar-se em tempo real.
Nesse sentido, as tecnologias mostram-se como
fortes aliadas para uma EaD de qualidade, sendo possível obter resultados tão
bons (ou até melhores) quanto ao ensino presencial, dando oportunidade ao aluno
de optar pela modalidade que considerar mais adequada para si.
MORAN,
José. A EaD no Brasil: cenário atual e caminhos viáveis de mudanças. In:
ARANTES, Valeria (Org.). Educação a
Distância: Pontos e Contrapontos. São Paulo: Summus, 2011, p.45-88.
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